A Assessora e Jornalista da ASA (Articulação do Semiárido Brasileiro), Juliana Lins Lira, esteve visitando as tecnologias sociais do Programa P1+2 executadas pelo Instituto Elo amigo nas Comunidades do Sítio Junco, Várzea de Fora e Carnaúba.
Juliana relata que a visita é uma das formas de garantir que as famílias estão recebendo de forma correta as tecnologias, além de conhecer e acompanhar de perto o trabalho realizado em campo. “Para nós, é importante, além de acompanhar a execução do projeto em si, ver o que os agricultores e agricultoras estão experimentando e construindo no semiárido. A minha avaliação é boa, pois quando a tecnologia funciona é sinal de uma boa estrutura”, frisa Juliana.
Além disso, nesta quarta (10) houve a última capacitação em GAPA (Gestão de Água para Produção de Alimentos) na comunidade de Carnaúbas, das famílias beneficiadas. A Agricultora Luciene Adeodato de Sousa recebeu a Cisterna de Enxurrada e pretende aumentar sua produção de aves. “As Capacitações são importantes, pois nos ajuda a melhorar o trabalho de plantações de hortas e a forma correta de irrigação sem desperdícios. Eu já tenho uma criação de galinhas e pretendo aumentar”, explica Dona Luciene.
Outro Agricultor é o Seu Francisco Manuel dos Santos, que também esteve na capacitação e pretende ampliar sua criação de suínos. “Além de conhecer pessoas novas, a gente sempre aprende um pouco mais. Eu tenho porcos e vou aumentar essa produção. A água da cisterna vai me ajudar a realizar a manutenção da pocilga”, relata Francisco.
O Coordenador de Projetos do Instituto Elo Amigo, Francisco Braz, explica que em Iguatu, já foram construídas 44 cisternas e 5 Barreiros-trincheira. “Nós estamos praticamente na metade das implementações na zona rural de Iguatu. Estamos avançando e pretendemos concluir o mais breve possível para que essas pessoas possam ter suas cisternas prontas para receber o inverno de 2019”, finaliza Braz.
Entenda
O Instituto Elo Amigo está executando o Projeto P1+2 nos municípios de Iguatu e Icó, e irá beneficiar 200 famílias agricultoras com a implementação de tecnologias para desenvolvimento de quintais produtivos e práticas agroecológicas. Ao todo, 200 tecnologias estão sendo construídas nas duas cidades. Cada município terá 51 cisternas-calçadão, 44 de enxurradas e 5 barreiros-trincheira. Um investimento de 2 milhões e 400 mil reais.
A Associação Comunitária dos Sítios Forquilha e Mandacaru, em Icó, realizaram nesta última sexta-feira, (21), um momento de celebração das conquistas recebidas, por ocasião do Projeto São José, onde foram contemplados com um galpão e vários equipamentos agrícolas, como trator, colhedeira, plantadeira, grade de arado e uma carreta basculante, através da parceria que conta com o financiamento do Banco Mundial e da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, onde o Instituto Elo Amigo realiza a Assessoria Técnica Qualificada aos participantes deste Projeto na Associação.
Forquilha e Mandacaru, foram selecionadas para apresentar bons resultados junto ao Banco Mundial, financiador e parceiro do Projeto São José III, possibilitando apoio ao desenvolvimento produtivo rural de mais de 290 associações em todo o Estado do Ceará. Neste sentido, a associação, que está sendo assessorada tecnicamente pelo Instituto Elo Amigo, conseguiu licitar seus processos de construções e compras de equipamentos.
José Ricardo é Técnico de Campo do Projeto São José III e relata que a Assessoria Técnica feita pelo Instituto Elo Amigo visa desenvolver a produção agropecuária e resgatar, em cada propriedade, o potencial produtivo. “Nós estamos fazendo, em parceria com agrônomos e veterinários, a identificação do ponto forte de produção da família, ou seja, ajudar a desenvolver o que ela melhor produz e assessorar para que os resultados sejam os melhores possíveis”, relata Ricardo.
A Presidente da Associação do Sítio Mandacaru, Fernanda Vicente de Sousa, disse que os equipamentos chagaram em boa hora e que serão beneficiados quase 80 famílias associadas e não associadas. “Serão 17 famílias associadas no Projeto e mais de 50 pessoas que não são associadas, mas que também poderão usar os equipamentos a baixo custo”, relata Fernanda.
Conforme o Presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Elo Amigo, Marcos da Silva, para se obter um trabalho bem feito, é importante ir além do que se é predeterminado no Projeto. “Nós estamos assessorando, mas não nos restringimos apenas a isso e ajudamos com a parte de documentações, organizações e gestão para que o projeto possa alcançar maior êxito possível, tanto na Associação do Mandacaru, como em outras 15 Associações que estamos assessorando atualmente. Quem sabe, num futuro próximo, o Instituto Elo Amigo estará em outras comunidades e novas regiões através do Projeto São José”, finaliza Silva.
O morador do Sítio Conceição, Manuel Bonfim Silvestre, de 79 anos, faz parte da associação e está contente com os equipamentos, já que o trabalho braçal irá diminuir e os resultados serão obtidos com maior rapidez. “O que a gente demorava um mês pra fazer, com esse trator, colhedeira, plantadeira, a gente faz em um dia”, frisa Seu Manuel.
O Projeto São José III, visa apoiar o desenvolvimento rural no Estado do Ceará, possibilitando a melhoria de vida de agricultores e agricultoras familiares. Cerca de 320 mil reais foram investidos na construção do Galpão da Associação, Trator e equipamentos agrícolas. Atualmente o Instituto Elo Amigo tem prestado assessoria técnica em 16 Associações ligadas ao Projeto São José, em diversos municípios do Centro-Sul, Vale do Salgado e Cariri, tendo a Fetraece e a Rede Cearense de Ater como grandes parceiros nesta articulação.
O Instituto Elo Amigo em parceria com a Fundação Banco do Brasil e a Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará, implementou 70 tecnologias de Reúso de Águas Cinzas nas cidades de Acopiara, Crato, Jucás, Mauriti, Milagres e Orós.
O projeto tem como objetivo utilizar a água que a família usa no banho, nas lavagens de roupas e louças, para irrigar um quintal produtivo. A água passa por uma caixa de gordura e segue para um filtro biológico. Após isso, a água escoa para um tanque, é bombeada para uma caixa elevada, de onde finalmente é distribuída para a plantação através de gotejamento.
Conforme o Coordenador de Projetos do Instituto Elo Amigo, Claudenê Lima, as tecnologias são um marco e uma realidade que está gerando renda e sustentabilidade para as famílias atendidas pelo projeto. “Somente esse ano, já construímos 70 tecnologias. Somando as existentes, já chegamos ao total de 97 Sistemas de Reúso. Isso é um grande feito tanto na nossa instituição, quando na vida das famílias que agora produzem, se alimentam e vendem o excedente da produção, ampliando a renda familiar”, frisa Claudenê.
Um dos sistemas de reuso de águas cinzas está implantado na residência de Seu Edmilson Vieira da Silva de 75 anos e sua esposa Helena V. da Silva de 68 anos, no Sítio Bom Lugar, em Acopiara. Através do reúso, eles contam com água para produzir, em seu quintal, pimentinha, cheiro-verde, beterraba, acerola, maracujá, batata, tomate e outros. “Eu produzo tanto que ainda acabo doando aos meus filhos e amigos que precisam e que pedem”, finaliza seu Edmilson.
No mês de agosto, o INSTITUTO ELO AMIGO, realizou capacitação em Sistema Simplificado de Manejo de Água (SISMA) com 23 famílias agricultoras das comunidade de Várzea de Fora e Junco, do município de Iguatu, que receberão a cisterna de produção, também conhecida como cisterna de segunda água, do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2).
O curso faz parte das ações realizadas dentro do P1+2 e tem como objetivo trocar saberes com as famílias sobre o manejo das cisternas, tanto de primeira como de segunda água, agricultura familiar, produção agroecológica, uso dos defensivos naturais, e muito mais, em parceria com a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), financiado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
Para o agricultor César Carlos Braz, a capacitação é uma forma de aprendizagem e preparo para que a água seja utilizada de maneira eficiente e correta, evitando desperdícios. ”Eu já penso em produzir frutas e hortaliças no meu quintal”, Finaliza César.
O Coordenador de Projetos Francisco Braz, explica que o momento é importante para que as famílias possam ficar aptas para a produção de alimentos. “Já estamos trabalhando com essas famílias há algum tempo, e esse é o momento em que elas estarão em condições de receber o projeto produtivo” finaliza Braz.
O Instituto Elo Amigo está executando o Projeto P1+2 nos municípios de Iguatu e Icó, e irá beneficiar 200 famílias agricultoras com a implementação de tecnologias para desenvolvimento de quintais produtivos e práticas agroecológicas. Ao todo, 200 tecnologias estão sendo construídas nas duas cidades. Cada município terá 51 cisternas-calçadão, 44 de enxurradas e 5 barreiros-trincheira. Um investimento de 2 milhões e 400 mil reais.
Aconteceu nessa sexta-feira (31), na sala de treinamentos do Sebrae de Iguatu, a apresentação do Projeto QUINTAIS PRODUTIVOS MANTIDOS POR CISTERNAS DE ENXURRADA, executado pelo Instituto Elo Amigo, que beneficiará 150 famílias das cinco municípios do Centro Sul/Vale do Salgado do Ceará: Acopiara, Cariús, Jucás, Orós e Quixelô.
O PROJETO QUINTAIS PRODUTIVOS tem o objetivo de proporcionar o acesso à água para a produção de alimentos e/ou dessedentação animal, à famílias de baixa renda e residentes na zona rural, por meio da implantação de cisternas de placas de 52.000 litros, com captação a partir de leito de ENXURRADAS, associada a capacitações técnicas e formação para a gestão da água. Com isso, espera-se que as famílias beneficiadas possam melhorar suas condições de vida, ampliando o acesso à água e contribuindo para a segurança alimentar e nutricional e a geração de renda a partir da comercialização de excedentes.
A programação contou com café da manhã, apresentações de outros projetos que o Instituto Elo Amigo executa, trabalho em grupo e o diálogo sobre o papel e atribuições das comissões, famílias e comissões municipais. Representantes dos Municípios de Acopiara, Orós, Jucás, Cariús, e Quixelô, e entidades como o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, Federação das Associações, Secretarias de Agricultura, Igreja Católica, Ematerce, e outros, estiveram promovendo o diálogo sobre a importância dos programas e políticas de convivência com o semiárido.
O representante do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Orós, Pedro Bezerra do Nascimento, conhecido por Edmir, relata que as comissões municipais, têm a missão de identificar as famílias que precisam e que trabalharão na intenção de produzir alimentos. “Não adianta a gente indicar as tecnologias em residências onde as famílias não precisam, ou não produzem. A tecnologia é para produzir, sustentar a família, e não permanecer como um enfeite na propriedade”, enfatiza Edmir.
Charles Alves Pinheiro é Técnico da Secretaria de Agricultura de Cariús e explica que o Projeto QUINTAIS PRODUTIVOS, apoiará as famílias agricultoras na produção de alimentos. “Eu vejo como uma oportunidade para a família que não tem acesso as inovações tecnológicas, além de uma eficiência maior no uso da água e do solo, trazendo rentabilidade e sustento para a família e consequentemente à comunidade”, disse Charles.
O Coordenador do Projeto Quintais Produtivos, Ednaldo Alves, avalia o encontro como positivo, já que todos os objetivos foram alcançados. “Nós conseguimos atender a demanda, que era ter um alinhamento dos programas de convivência do semiárido, como também detalharmos o que é o Projeto Quintais Produtivos para os presentes”, finaliza Ednaldo.
O Presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Elo Amigo, Marcos da Silva, explica que o momento é importante para debater sobre o projeto, através do diálogo com representantes locais e da região. “As Comissões têm o domínio e entendimento sobre a realidade de cada município que será atendido. Estamos satisfeitos pela aprovação de todos, pois além da quantidade de representantes, temos o primordial, que é a qualidade dos mesmos”, explica Silva.
O Projeto será financiado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Agrário e executada pelo Instituto Elo.
ENTENDA: Cisterna de Enxurrada
Tem capacidade para até 52 mil litros e é construída dentro da terra, ficando somente a cobertura de forma cônica acima da superfície. O terreno é usado como área de captação. Quando chove, a água escorre pela terra e antes de cair para a cisterna passa por duas ou três pequenas caixas decantadoras, dispostas em sequência. Os canos instalados auxiliam o escoamento da água para dentro do reservatório. Com a função de filtrar areia e outros detritos que possam seguir com a água, os decantadores retêm esses resíduos para impedir o acúmulo no fundo da cisterna.
A retirada da água é feita por uma bomba elétrica. A água estocada serve para criação de pequenos animais, cultivos de hortaliças, plantas medicinais e frutíferas.
Aconteceu, ao longo desta semana, nas cidades de Crato, Mauriti e Milagres, a capacitação com 20 famílias que receberão tecnologias sociais de reúso de águas cinzas da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado Ceará (SDA), articulado pelo Fórum Cearense Pela Vida no Semiárido (FCVSA) e executado pelo Instituto Elo Amigo.
A capacitação envolveu além das famílias dos municípios, as entidades executoras parceiras Secretaria de Agricultura, Ematerce e Cáritas Diocesana do Crato. O momento visa mostrar na prática como é construído uma unidade de reúso, os cuidados com a água cinza e a utilização nas produções de alimentos.
Para o Coordenador do Projeto, Claudenê Lima, o momento é de grande importância para as famílias, pois a partir de agora, elas irão ampliar suas produções com mais uma fonte de água para irrigação. “As famílias já produzem alimentos, e agora, com o reaproveitamento das águas cinzas, através de um processo de filtragem, ampliarão seus quintais e diversificarão ainda mais seus alimentos.” Finaliza Claudenê.
Aconteceu neste último final de semana, na Vila Mel e no Baixio da Donana, município de Jucás, capacitações e gerenciamento de recursos hídricos escolares, do Projeto Convivência com o Semiárido e Desenvolvimento Comunitário, executado pelo Instituto Elo Amigo, em parceria com a Fundação Avina e água mineral AMA.
Essa ação marca a continuidade das ações para implantação do projeto que tem como objetivo contribuir com a segurança hídrica nas escolas Antônio José de Melo e Artur Alves Cabral, por meio das construções de cisternas de 52.000 litros para armazenamento de água de chuva e de Sistemas de Tratamento de Reúso de Águas Cinzas para produção de alimentos, com intuito de implantações de hortaliças e pequenos pomares.
A ação possibilitou que a comunidade escolar se apropriasse da metodologia do projeto, que além do armazenamento e do reúso de águas cinzas, possam conviver no semiárido com maior segurança hídrica e alimentar.
Mais de 100 pessoas, entre alunos, professores, diretores, familiares, parceiros e lideranças comunitárias, participaram da formação.