Aconteceu, nesta última quinta-feira (22), um intercâmbio de alunos do Ensino Fundamental da Vila Mel e Baixio da Donana, na Comunidade de Vaca e Bom Nome, em Acopiara. Mais de 40 alunos participaram da ação.
O Objetivo do intercâmbio é fazer com que os alunos, que receberam as tecnologias sociais nas Escolas, como a cisterna com capacidade de 52.000 litros de água e um Sistema de Reúso de Águas Cinzas para a produção de alimentos, através da parceria da Água Mineral AMA/Ambev e Fundação AVINA, possam conhecer as possibilidades de produção através das mesmas.
A Aluna Maria do Carmo do 8º Ano da Escola Artur Alves Cabral, do Baixio da Donana, já convive com as tecnologias sociais, mas acabou aprendendo cada vez mais. “Eu pude ver coisas novas, como o sistema de reúso, e o que eu aprender aqui, eu repasso para a minha família e meus amigos”, frisa Maria.
O Douglas Dias é do 6º Ano da Escola Antônio José de Melo, na Vila Mel e ele achou interessante a forma e os cuidados com as hortas. “Eles tratam a horta com amor e é tudo verdinho. Eu quero plantar mamão, uva, banana, cenoura, alface, coentro e tudo que eu vi aqui”, explica Douglas.
Os alunos foram orientados sobre a forma correta do plantio de hortaliças, frutíferas e sobre o armazenamento e reúso correto da água para a soberania alimentar de uma comunidade.
O intercâmbio faz parte do Projeto CISTERNAS NAS ESCOLAS. As comunidades de Baixo da Donana e Vila Mel, no município de Jucás, foram agraciadas com uma cisterna e um Sistema de Reúso e Tratamento de Águas Cinzas para a Produção de Alimentos, cada. O projeto é desenvolvido em parceria com Fundação Avina e Água Mineral AMA e está sendo executado pelo Instituto Elo Amigo.
Foram 12 dias de muito trabalho, felicidade e emoção. As tecnologias sociais, Cisternas de placas e Biodigestor foram implantadas em comunidades onde as alternativas para armazenamento de água são escassas. A proposta surgiu a partir do diálogo da Articulação Semiárido Brasileiro – ASA e FAO, organismo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. A FAO lidera esforços no mundo para a erradicação da fome e combate à pobreza. O seu lema, fiat panis, se traduz do latim, significando “haja pão”.
Tudo começou na comunidade de San Bartollo, município de Guatahiagua, onde Marcos Jacinto, Coordenador Executivo do Instituto Elo Amigo e da ASA foi recebido pela humilde, porém acolhedora população. O lugar é parecido com o semiárido brasileiro. “O povo é amoroso e simpático. As características climáticas são parecidas com as nossas, durante o ano, há 5 meses de chuvas e 7 meses de verão. As precipitações chegam a 1000 milímetros, mas na época da seca, as pessoas passam por sérias dificuldades, pois não há estratégias de captação e de armazenamento de água das chuvas, e acabam passando por séries dificuldades”, explica Marcos.
Ao apresentar a cisterna de placa e o biodigestor, a população ficou tocada e emocionada, pois nunca ouviram falar sobre tal tecnologia. “Por ser uma novidade pra eles, todos ficaram tocados em relação ao impacto e o papel da tecnologia em poder garantir a segurança hídrica diante de todas as dificuldades encontradas”, lembra Jacinto.
As construções envolveram cerca de 10 pessoas, entre populares e pedreiros locais e a ideia era envolver essas pessoas pra que elas pudessem aprender a construir suas próprias tecnologias. “Durante os doze dias que estivemos por lá, nós construímos uma cisterna de placa e um biodigestor. Eles passaram por todo o processo de construção. E caso haja algum projeto de construção de cisternas em El Salvador, já existem pessoas capacitadas para construí-las”, frisa Jacinto.
Para se ter uma ideia, em El Salvador, uma caixa d’água de 10.000 litros custa 2.200 Dólares e para construir a cisterna de placas de 16.000 litros, custou 706 dólares, uma economia de 1.494 Dólares. “Essa comparação foi muito impactante, pois eles não acreditavam que seria possível construir uma cisterna com tão pouco recurso”, explica Marcos.
Ao final das construções, uma das moradoras, ao tentar se pronunciar, se emocionou, pois no período de verão, as pessoas querem lavar as mãos, escovar os dentes e não há água, pelo abusivo preço cobrado. “Para se ter uma ideia, 1000 litros de água custa cerca de 5 dólares, e as famílias pobres não têm esse dinheiro”, relata Jacinto.
Apesar das dificuldades que essas pessoas passam todos os dias, uma das maiores lições que Marcos Jacinto trouxe, foi a alegria, o trabalho e a força de vontade do povo de El Salvador. “Eles são organizados e se juntam para fazer praticamente tudo. Para trabalhar, para festejar, produzir, e esse foi um dos grandes aprendizados que tive, pois apesar das dificuldades, eles resistem com alegria e com a certeza de que com o trabalho coletivo é possível colher bons frutos. Eles precisam de programas e de políticas que de fato possam incentivar e garantir que elas tenham mais acesso à água, produção e direitos básicos para que elas consigam ser mais felizes ainda, finaliza Jacinto.
Além de Marcos Jacinto, participaram do intercâmbio outras três pessoas: Hugo de Lima (Jornalista AsaCom de Pernambuco), Josivan da Silva (Cisterneiro e Pedreiro do Rio Grande do Norte) e Fábio da Silva (Cisterneiro e Construtor de Biodigestor de Sergipe).
El Salvador
É um país da América Central. Faz fronteira com o Oceano Pacífico, a sul, a Guatemala a oeste e Honduras para o norte e leste. Sua região oriental fica na costa do Golfo de Fonseca, em frente a Nicarágua. San Bartollo é uma comunidade rural do município de Guatahiagua, Departamento (Estado) de Morazan, que fica na Região Oriente do País.
Confira as fotos
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Na Comunidade de Minador Latada (Jucás), os pedreiros e famílias beneficiadas, participaram, desde a última terça-feira (13), até sexta-feira (16), de uma capacitação para a construção de cisternas de placas do Projeto Quintais Produtivos. O encontro teórico aconteceu no salão da Associação e objetivou qualificar novos pedreiros nos aspectos técnicos e sociais, refletindo em uma melhor qualidade das construções das cisternas no Semiárido.
Conforme o Instrutor José Freires, as formações são importantes para que a cisterna seja bem feita e evite desperdícios e contratempos. “Nós realizamos tudo e é importante que eles vejam e tenham esse conhecimento, pois é preciso verificar os modelos das placas de cimentos, para que tudo se encaixe da melhor forma possível, deixando a cisterna pronta para receber a água”, frisa Seu José.
Um dos pedreiros que recebeu a capacitação foi o Clevernildo Leite que aprendeu a forma correta de como construir uma cisterna de placa. “Eu tinha dificuldades na quantidade de placas de cimento, mas eu consegui tirar minhas dúvidas e aprimorei mais tanto a questão do assentamento da coluna da caixa elevada. A experiência entre os pedreiros também é muito bom”, relata Clevernildo.
O Coordenador de Projetos do Instituto Elo Amigo, Ednaldo Alves, explica que é um momento importante, pois para construir as cisternas, é preciso um padrão para que todos possam ser idênticas. “Precisam estar todas de forma correta para que as famílias possam desenvolver suas atividades de produção.
A formação é composta por momentos teóricos e por momentos de prática, onde o pedreiro iniciante ajuda a construir uma cisterna junto com um outro pedreiro mais experiente. Os participantes foram orientados sobre a forma correta e segura de trabalho na construção de cisternas e sobre a importância de estocagem de água, alimentos e forragem para os animais. Foi discutido também sobre os compromissos do pedreiro, como por exemplo, no momento da construção, a importância de verificar e conferir o material recebido e desenvolver um bom relacionamento com a família beneficiária da cisterna, que vai acolher o pedreiro. Eles recebem ainda uma apostila informativa com o passo-a-passo da construção, elaborada pelo Elo Amigo. Ao todo, 15 pedreiros e 8 famílias participaram da ação.
Entenda:
O PROJETO QUINTAIS PRODUTIVOS tem o objetivo de proporcionar o acesso à água para a produção de alimentos e/ou dessedentação animal, à famílias de baixa renda e residentes na zona rural, por meio da implantação de cisternas de placas de 52.000 litros, com captação a partir de leito de ENXURRADAS, associada a capacitações técnicas e formação para a gestão da água. Com isso, espera-se que as famílias beneficiadas possam melhorar suas condições de vida, ampliando o acesso à água e contribuindo para a segurança alimentar e nutricional e a geração de renda a partir da comercialização de excedentes. O Projeto beneficiará 150 famílias das cinco municípios do Centro Sul/Vale do Salgado do Ceará: Acopiara, Cariús, Jucás, Orós e Quixelô.
Mais de 40 pessoas, entre agricultores, produtores de Iguatu e equipe técnica do Instituto Elo Amigo, participaram, neste último fim de semana (09 e 10 de novembro), de um intercâmbio na Comunidade Vaca e Areias dos Divinos, em Acopiara, para conhecer pessoas e experiências de convivência, em meio a estiagem, produzindo seus próprios sustentos através de hortas, legumes, frutas, criação de animais e aves.
O intercâmbio, é um dos componentes importantes do Projeto P1+2(Uma Terra e Duas Águas), que visa oferecer troca de conhecimentos e ideias para as famílias que foram contempladas pelo o mesmo, na Zona Rural de Iguatu, (Várzea de Fora 1 e 2, Açude do Governo e Junco) que estão recebendo as tecnologias sociais (Cisternas Calçadão, Enxurrada e Barreiro-Trincheira) para produção de alimentos e pequenos animais, sendo executado pelo Instituto Elo Amigo.
O Coordenador de Projetos do Instituto Elo Amigo, Francisco Braz, lembra que as famílias já estão finalizando todo o processo para receber as cisternas e que o intercâmbio gera ideias para soberania alimentar e proventos. “É um momento de troca de experiências, visitar, conversar, pois essas comunidades que visitamos, são pessoas, que há tempos, receberam as tecnologias sociais e passaram a produzir e melhorar suas condições. Mesmo em meio a estiagem, a gente consegue ver verde, sombra, e uma grande diversidade de produção”, explica Braz.
Uma das agricultoras que participou do intercâmbio, é a Laura Bezerra da comunidade de Junco e percebeu a forma adequada de produzir e economizar a água da cisterna. Ela já pretende implantar uma horta e uma pocilga. “Foi proveitoso, pois a visita mostra tudo que imaginávamos, uma coisa é ver por foto, outra coisa é ver pessoalmente e estou encantada e não vejo a hora de começar a produzir”, externa Laura.
Outro agricultor é o Raimundo Pereira Sucupira que é do Açude do Governo e ficou admirado com a diversidade de produção de alimentos em meio a seca. “Eu contei mais de 30 tipos de frutas. É incrível! Eu vou poder produzir e economizar muito dinheiro. Tenho muito que aprender e o que aprender vou também repassar, um dia, para meus colegas”, frisa Seu Raimundo.
Entenda:
O Instituto Elo Amigo está executando o Projeto P1+2 nos municípios de Iguatu e Icó, e irá beneficiar 200 famílias agricultoras com a implementação de tecnologias para desenvolvimento de quintais produtivos e práticas agroecológicas. Ao todo, 200 tecnologias estão sendo construídas nas duas cidades. Cada município terá 51 cisternas-calçadão, 44 de enxurradas e 5 barreiros-trincheira. Um investimento de 2 milhões e 400 mil reais.
Confira o vídeo aqui --> INTERCÂMBIO - P1+2
As escolas das comunidades de Baixo da Donana e Vila Mel, no município de Jucás, foram agraciadas com uma cisterna e um Sistema de Reúso e Tratamento de Águas Cinzas para a Produção de Alimentos, cada. O projeto é desenvolvido em parceria com Fundação Avina e Água Mineral AMA e está sendo executado pelo Instituto Elo Amigo.
Antônio Renato, Diretor da Escola Artur Alves Cabral, do Baixio da Donana, explica que a unidade passa por crise hídrica, e mesmo com um poço na comunidade, o consumo é inviável, pois a água é salobra. “A cisterna e o reúso de águas cinzas, ajudará a manter o sustento hídrico da escola e ajudará também na alimentação, já que poderemos produzir pequenos pomares com a tecnologia implantada”, frisa Renato.
A Escola Antônio José de Melo, na Vila Mel, também sofre com a escassez de água e é abastecida por carros-pipa e mesmo economizando água, acaba sendo afetada. A Diretora Alcione Palácio, relata que a demanda por água é grande e que a cisterna vai amenizar a situação. “Nós estamos passando pelo sexto ano de seca, e a escola acaba sendo prejudicada. Tanto a cisterna e o Sistema de Reúso, irá proporcionar melhorias para alunos e professores, que poderão mudar o cenário e viver melhor no semiárido”, esclarece Alcione.
Para a representante da AMBEV e Água Mineral AMA, Andrea Matsui, ficou feliz ao perceber que a ideia funcionou e que ajudará os alunos e núcleo gestor. “Uma felicidade enorme em inaugurarmos os projetos e lembro que a cada água mineral AMA vendida, todo lucro é destinado a projetos como esse”, relata Andrea.
Lucenir Gomes é Consultora da Fundação AVINA e também acreditou na inicia “Cada escola que a gente vai e vê o resultado, a gente acredita cada vez mais na iniciativa”, explana Lucenir.
A Prefeitura Municipal de Jucás, através da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, irá realizar a assessoria técnica e zelar para que as tecnologias possam garantir o abastecimento das escolas. “Nós estaremos preservando e assessorando para que as implementações sejam cuidadas da melhor forma possível”, afirma Cláudio Lavor, Sec. de Desenvolvimento Agrário de Jucás.
Mais de 100 pessoas, entre alunos, professores, diretores, familiares, parceiros e lideranças comunitárias, receberam capacitações em gerenciamento de recursos hídricos escolares, visando a apropriação da metodologia do projeto, que além do armazenamento e do reúso de águas cinzas, possam conviver no semiárido com maior segurança hídrica e alimentar.
Entenda:
Cisterna de 52.000 Litros
É feita com placas de cimento pré-moldadas e construídas ao lado das casas/escolas. A cisterna tem o formato cilíndrico, é coberta e fica semienterrada. O seu funcionamento prevê a captação de água da chuva aproveitando o telhado da escola, que escoa a água através de calhas. Trata-se de uma tecnologia simples, adaptada à região semiárida.
Sistema de Tratamento e Reúso de Águas Cinzas Para Produção de Alimentos
Utiliza toda a da lavagem das roupas, louça, do banho (menos do sanitário), para irrigar um quintal produtivo. A água, passa por uma caixa de gordura, um filtro biológico, e é armazenada em um tanque, de onde é bombeada para uma caixa elevada e após isso é distribuída na produção através de gotejamento.
Confira o vídeo aqui --> Video Cisternas nas Escolas
O Instituto Elo Amigo realizou, na própria sede, nesta última quarta-feira (31) uma reunião de monitoramento e gestão com associações beneficiárias do Projeto São José III. O Impacto nas comunidades têm sido significativo, já que o projeto beneficia, junto as associações, cerca de 238 famílias, compreendendo 1.752 pessoas, com investimento de R$ 6.233.668,81.
De acordo com Chrístian Arruda, Articulador Institucional do Elo Amigo, o Projeto São José III é uma empreitada social, produtiva e econômica, sem precedentes no Estado do Ceará, possibilitando o empoderamento local e fortalecendo o alicerce social das associações. “Mesmo com alguns percalços, dadas as questões burocráticas e legais, é uma grande iniciativa do Governo do Estado, que junto com organizações e movimentos sociais, como a FETRAECE, têm demonstrado a importância de se apoiar a agricultura familiar cearense”, frisa Arruda.
Francisco Ferreira da Silva é da Comunidade de São Miguel, em Mombaça e conta que a comunidade está motivada, já que está produzindo mais, após a chegada do Elo Amigo. “Nós estamos avançando muito, pois com a presença do Elo Amigo, houve um crescimento na produção de mel, aves e suínos. Isso devemos ao Instituto Elo Amigo”, explica Francisco.
Andreia Pereira faz parte da Associação dos Produtores de Bananas de Missão Velha, e relata que não havia perspectivas de como continuar a produção e que o Instituto Elo Amigo, chegou em boa hora. “Nós não sabíamos como continuar, pois não havia ninguém para ajudar e após a chegada do Elo Amigo, com as capacitações, orientações e visitas técnicas, o resultado começou aparecer e a gente começa a produzir melhor”, frisa Andréia.
O Coordenador Executivo do Instituto Elo Amigo, Marcos Jacinto, enaltece o Projeto São José III, já que os agricultores e agricultoras têm a oportunidade de investir em infraestrutura produtiva, beneficiamento e comercialização. “É um projeto que tem o potencial gigantesco, pois contribui para as atividades produtivas desenvolvidas pelas famílias que estão organizadas em associações e grupos produtivos.
Conforme o Presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Elo Amigo, Marcos da Silva, a experiência de atuação do Elo Amigo no contexto do Projeto São José III tem servido de grande aprendizado e dado uma base para que se possa almejar novas e maiores iniciativas no sentido do acompanhamento e assessoria técnica aos agricultores familiares, sobretudo a expectativa frente ao São José IV. “Estamos vivenciando uma excelente articulação e parceria com as associações de agricultores e agricultoras com as quais estamos atuando, bem como uma ambiência favorável junto a FETRAECE, possibilitando cada vez mais contribuirmos para a sustentabilidade e o desenvolvimento produtivo rural cearense”, finaliza Silva.
Entenda:
O Projeto São José III é uma parceria do Governo do Estado com o Banco Mundial, que objetiva fortalecer processos de desenvolvimento produtivo rural e de beneficiamento, com associações no meio rural cearense. O Elo Amigo ganhou processos licitatórios de ATER – Assessoria Técnica e Extensão Rural, em 16 (dezesseis) associações que fazem parte dos municípios do Centro Sul Vale do Salgado, Cariri e Sertão Central, que são: Mombaça, Cariús, Icó, Mauriti, Missão Velha, Crato, Altaneira, Várzea Alegre e Barro. As associações são responsáveis por todo o processo de licitação, elaboração de contratos e pagamentos, de obras, veículos e equipamentos.
O Instituto Elo Amigo realizou, na própria sede, nesta última quarta-feira (31) uma reunião de monitoramento e gestão com associações beneficiárias do Projeto São José III. O Impacto nas comunidades têm sido significativo, já que o projeto beneficia, junto as associações, cerca de 238 famílias, compreendendo 1.752 pessoas, com investimento de R$ 6.233.668,81.
De acordo com Chrístian Arruda, Articulador Institucional do Elo Amigo, o Projeto São José III é uma empreitada social, produtiva e econômica, sem precedentes no Estado do Ceará, possibilitando o empoderamento local e fortalecendo o alicerce social das associações. “Mesmo com alguns percalços, dadas as questões burocráticas e legais, é uma grande iniciativa do Governo do Estado, que junto com organizações e movimentos sociais, como a FETRAECE, têm demonstrado a importância de se apoiar a agricultura familiar cearense”, frisa Arruda.
Francisco Ferreira da Silva é da Comunidade de São Miguel, em Mombaça e conta que a comunidade está motivada, já que está produzindo mais, após a chegada do Elo Amigo. “Nós estamos avançando muito, pois com a presença do Elo Amigo, houve um crescimento na produção de mel, aves e suínos. Isso devemos ao Instituto Elo Amigo”, explica Francisco.
Andreia Pereira faz parte da Associação dos Produtores de Bananas de Missão Velha, e relata que não havia perspectivas de como continuar a produção e que o Instituto Elo Amigo, chegou em boa hora. “Nós não sabíamos como continuar, pois não havia ninguém para ajudar e após a chegada do Elo Amigo, com as capacitações, orientações e visitas técnicas, o resultado começou aparecer e a gente começa a produzir melhor”, frisa Andréia.
O Coordenador Executivo do Instituto Elo Amigo, Marcos Jacinto, enaltece o Projeto São José III, já que os agricultores e agricultoras têm a oportunidade de investir em infraestrutura produtiva, beneficiamento e comercialização. “É um projeto que tem o potencial gigantesco, pois contribui para as atividades produtivas desenvolvidas pelas famílias que estão organizadas em associações e grupos produtivos.
Conforme o Presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Elo Amigo, Marcos da Silva, a experiência de atuação do Elo Amigo no contexto do Projeto São José III tem servido de grande aprendizado e dado uma base para que se possa almejar novas e maiores iniciativas no sentido do acompanhamento e assessoria técnica aos agricultores familiares, sobretudo a expectativa frente ao São José IV. “Estamos vivenciando uma excelente articulação e parceria com as associações de agricultores e agricultoras com as quais estamos atuando, bem como uma ambiência favorável junto a FETRAECE, possibilitando cada vez mais contribuirmos para a sustentabilidade e o desenvolvimento produtivo rural cearense”, finaliza Silva.
Entenda:
O Projeto São José III é uma parceria do Governo do Estado com o Banco Mundial, que objetiva fortalecer processos de desenvolvimento produtivo rural e de beneficiamento, com associações no meio rural cearense. O Elo Amigo ganhou processos licitatórios de ATER – Assessoria Técnica e Extensão Rural, em 16 (dezesseis) associações que fazem parte dos municípios do Centro Sul Vale do Salgado, Cariri e Sertão Central, que são: Mombaça, Cariús, Icó, Mauriti, Missão Velha, Crato, Altaneira, Várzea Alegre e Barro. As associações são responsáveis por todo o processo de licitação, elaboração de contratos e pagamentos, de obras, veículos e equipamentos.
A capacitação foi realizada na última quinta e sexta-feira (18 e 20 de outubro), na Comunidade de Minador, envolvendo famílias de 9 comunidades de Jucás, e em Orós, no Sítio Pereiro dos Barbosas, envolvendo famílias de 5 comunidades. Intitulado como GAPA (Gestão de Água para Produção de Alimentos), tem como objetivo passar conhecimentos, para as famílias trabalharem de forma correta a água armazenada da cisterna, no arredor de casa, cuidados com a horta, plantas medicinais, o uso dos defensivos naturais, a fertilização do solo, etc.
Francisca Luzinete é da comunidade de Minador em Jucás e explica que a capacitação é bastante proveitosa, pois ajuda a evitar o desperdício de água. Ela pretende plantar hortaliças e criar aves. “A seca é comum em nossa região, e precisamos aprender a sobreviver com a seca. Eu pretendo plantar cebola, cheiro-verde, ervas medicinais e criar galinha, quando minha cisternas estiver pronta”, frisa Dona Luzinete.
Outra agricultora é a Joelma da Silva da comunidade de Pereiro dos Barbosas. Ela relata que a capacitação é uma forma de aprender tanto a economizar água quanto a produzir alimentos saudáveis. “Teremos frutas e legumes livres de agrotóxicos que nós mesmos produziremos. Eu não produzo porque as plantas morrem por falta de água, mas essa realidade irá mudar”, explica Joelma.
Um dos facilitadores do Instituto Elo Amigo, Thiago Barros explica que a GAPA é essencial para as famílias que estão recebendo as cisternas para produzir seus quintais produtivos. “É uma forma de mostrar as famílias, o passo a passo da construção das cisternas, as responsabilidades que elas têm, de tirar dúvidas sobre o projeto e também para unir a comunidade cada vez mais, para melhorias locais”, expõe Thiago.
Conforme o Coordenador Executivo do Instituto Elo Amigo, Marcos Jacinto, o projeto Quintais produtivos é uma forma de inserir as famílias agricultoras nos programas de convivência no semiárido para que elas possam ter acesso à água. “O Projeto Quintais Produtivos é uma importante ação entre as organizações da Sociedade Civil, através da ASA (Articulação do Semiárido Brasileiro), com o Governo do Estado. A GAPA é uma ação estratégica dentro do programa, pois é um primeiro contato das famílias sobre o programa, características, e tudo aquilo que está ligado a convivência no semiárido”, finaliza Jacinto.
A GAPA faz parte do Projeto Quintais Produtivos que beneficiará 150 famílias de cinco municípios do Centro Sul/Vale do Salgado do Ceará: Acopiara, Cariús, Jucás, Orós e Quixelô. O Projeto é financiado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Agrário e executada pelo Instituto Elo Amigo.
O PROJETO QUINTAIS PRODUTIVOS tem o objetivo de proporcionar o acesso à água para a produção de alimentos e/ou dessedentação animal à famílias de baixa renda e residentes na zona rural, por meio da implantação de cisternas de placas de 52.000 litros, com captação a partir de leito de ENXURRADAS, associada a capacitações técnicas e formação para a gestão da água. Com isso, espera-se que as famílias beneficiadas possam melhorar suas condições de vida, ampliando o acesso à água e contribuindo para a segurança alimentar e nutricional e a geração de renda a partir da comercialização de excedentes.
ENTENDA: Cisterna de Enxurrada
Tem capacidade para até 52 mil litros e é construída dentro da terra, ficando somente a cobertura de forma cônica acima da superfície. O terreno é usado como área de captação. Quando chove, a água escorre pela terra e antes de cair para a cisterna passa por duas pequenas caixas decantadoras, dispostas em sequência. Os canos instalados auxiliam o escoamento da água para dentro do reservatório. Com a função de filtrar areia e outros detritos que possam seguir com a água, os decantadores retêm esses resíduos para impedir o acúmulo no fundo da cisterna. A retirada da água é feita por uma bomba elétrica e jogada para um sistema de elevação (caixa d’agua) sendo distribuída por gravidade na plantação. A água estocada serve para criação de pequenos animais, cultivos de hortaliças, plantas medicinais e frutíferas.