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O Candeeiro: José Hézio conta sua convivência com o Semiárido

O sítio Aroeiras é localizado próximo ao distrito de Guassussê - Orós/CE, berço da família do produtor rural, José Hézio de Oliveira Barros, que nos contou um pouco da trajetória da sua família e de como tem sido seu dia a dia com as tecnologias de convivência com o Semiárido que foi beneficiado.

Conversamos também com seu irmão, o músico e poeta, Zé Vicente, que contou várias histórias que deram origem ao projeto “Casa Mãe” que preserva a memória da família e por que aos poucos se tornou um espaço de cura espiritual e das artes em geral.

Os pais Zezinho Paraibano e Suzana Angélica se casaram após a “Casa Mãe” ter sua construção concluída em dezembro de 1950 e em maio de 1951 o casal oficializou a união e seguiu a vida criando os nove filhos que foram chegando com o passar do tempo.

"Todos nós trabalhamos na roça com nossos pais e ainda hoje está uma boa parte dos filhos por aqui" - Hézio

A Família

Os irmãos lembraram como os costumes da época estavam ali preservados: “antigamente as pessoas só se casavam depois que construíam uma casa e depois uma lagoa pertinho para facilitar a vida da mulher que ficava em casa cuidando dos filhos. Nessa lagoa ela usava a água para lavar roupa, para limpeza da cozinha, os meninos corriam dentro dela, era uma vida que trazia felicidade para a família”, disse Zé Vicente.

Os irmãos seguiram seu rumo, alguns moram em outros estados, outros no município de Iguatu e o restante aqui em Guassussê. José Hezio Barros que reside e cuida da “Casa Mãe” fala com saudade do que viveu e se alegra por ainda está vivendo por ali “os momentos com pai, mãe e irmãos estão todos por aqui, eu, Zé e os demais que estamos sempre por perto, temos o cuidado de manter esse lugar, principalmente depois do falecimento dos nossos pais”, enfatizou Hezio.

“Tenho três filhos, dois estão comigo por aqui trabalhando nos nossos canteiros de verduras e fábrica de polpas e o outro está estudando psicologia na cidade de Juazeiro do Norte, região do Cariri. Esta lá estudando graças aos programas sociais do Governo e ainda ajudo com o dinheirinho que consigo aqui na roça pra mandar para ele, e tenho fé em Deus que nossa família vai ter essa vitória”, disse.

A propriedade

Convivendo e produzindo no Semiárido

A propriedade possui ao todo oito cisternas, cinco de primeira água, com capacidade para 16 mil litros d’água, uma construída na década de 1990 e outra de placa recente na Casa Mãe, mais três, na casa de Hézio e dos dois filhos que o acompanham na roça, e mais três Cisternas Calçadão que armazena ­52 mil litros d'água que é usada para produção.

A propriedade de Hezio tem vários canteiros de verduras e no período invernoso ele planta outras variedade além do tradicional milho e feijão.

A água estocada além de aguar as verduras, serve para molhar um pouquinho as frutíferas fora de época para manter a sua fábrica de polpas de frutas com variedade. Segundo o próprio produtor, quase 90% de toda sua produção de polpa e verduras tem como destino certo a merenda escolar na cidade de Orós via Programa de Aquisição de Alimentação (PAA) do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome. (MDS).

O restante da produção é vendida em outros mercados e serve para consumo próprio da família.

A fábrica de polpas

Casa Mãe

Um dos irmãos mais velhos, o poeta, cantor e lavrador, Zé Vicente, falou da importância da “Casa Mãe” onde ele e os irmãos nasceram. O poeta afirma que não é uma Organização Não Governamental (ONG) e sim uma Comunidade de parentes, amigos e vizinhos, que preservam e mantêm o espaço de vivência famíliar. O próprio Vicente destaca que depois de viajar e conhecer outras realidades a necessidade surgiu para preservar a vida humana, ambiental e a arte.

A música, a poesia, o teatro, a dança e as pinturas fazem parte do que eles chamam de “Sertão Vivo” que envolve oficinas educativas com crianças, a capoeira e capacitações de saúde com as terapias naturais de homeopatia popular que é reconhecido pela Associação Brasileira de homeopatia.

“Tudo que for a cultura do bem, do respeito, do cuidado, do amor, da natureza, das artes e das tradições dos nossos ancestrais que encanta nossas crianças, jovens, adultos e idosos, nos fortalece a fazer mais”, finaliza Zé.

<< Baixe aqui O Candeeiro 2122 em PDF >>

O Candeeiro: José Hézio conta sua convivência com o Semiárido
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O sítio Aroeiras é localizado próximo ao distrito de Guassussê - Orós/CE, berço da família do produtor rural, José Hézio de Oliveira Barros, que nos contou um pouco da trajetória da sua família e de como tem sido seu dia a dia com as tecnologias de convivência com o Semiárido que foi beneficiado.

Conversamos também com seu irmão, o músico e poeta, Zé Vicente, que contou várias histórias que deram origem ao projeto “Casa Mãe” que preserva a memória da família e por que aos poucos se tornou um espaço de cura espiritual e das artes em geral.

Os pais Zezinho Paraibano e Suzana Angélica se casaram após a “Casa Mãe” ter sua construção concluída em dezembro de 1950 e em maio de 1951 o casal oficializou a união e seguiu a vida criando os nove filhos que foram chegando com o passar do tempo.

"Todos nós trabalhamos na roça com nossos pais e ainda hoje está uma boa parte dos filhos por aqui" - Hézio

A Família

Os irmãos lembraram como os costumes da época estavam ali preservados: “antigamente as pessoas só se casavam depois que construíam uma casa e depois uma lagoa pertinho para facilitar a vida da mulher que ficava em casa cuidando dos filhos. Nessa lagoa ela usava a água para lavar roupa, para limpeza da cozinha, os meninos corriam dentro dela, era uma vida que trazia felicidade para a família”, disse Zé Vicente.

Os irmãos seguiram seu rumo, alguns moram em outros estados, outros no município de Iguatu e o restante aqui em Guassussê. José Hezio Barros que reside e cuida da “Casa Mãe” fala com saudade do que viveu e se alegra por ainda está vivendo por ali “os momentos com pai, mãe e irmãos estão todos por aqui, eu, Zé e os demais que estamos sempre por perto, temos o cuidado de manter esse lugar, principalmente depois do falecimento dos nossos pais”, enfatizou Hezio.

“Tenho três filhos, dois estão comigo por aqui trabalhando nos nossos canteiros de verduras e fábrica de polpas e o outro está estudando psicologia na cidade de Juazeiro do Norte, região do Cariri. Esta lá estudando graças aos programas sociais do Governo e ainda ajudo com o dinheirinho que consigo aqui na roça pra mandar para ele, e tenho fé em Deus que nossa família vai ter essa vitória”, disse.

A propriedade

Convivendo e produzindo no Semiárido

A propriedade possui ao todo oito cisternas, cinco de primeira água, com capacidade para 16 mil litros d’água, uma construída na década de 1990 e outra de placa recente na Casa Mãe, mais três, na casa de Hézio e dos dois filhos que o acompanham na roça, e mais três Cisternas Calçadão que armazena ­52 mil litros d'água que é usada para produção.

A propriedade de Hezio tem vários canteiros de verduras e no período invernoso ele planta outras variedade além do tradicional milho e feijão.

A água estocada além de aguar as verduras, serve para molhar um pouquinho as frutíferas fora de época para manter a sua fábrica de polpas de frutas com variedade. Segundo o próprio produtor, quase 90% de toda sua produção de polpa e verduras tem como destino certo a merenda escolar na cidade de Orós via Programa de Aquisição de Alimentação (PAA) do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome. (MDS).

O restante da produção é vendida em outros mercados e serve para consumo próprio da família.

A fábrica de polpas

Casa Mãe

Um dos irmãos mais velhos, o poeta, cantor e lavrador, Zé Vicente, falou da importância da “Casa Mãe” onde ele e os irmãos nasceram. O poeta afirma que não é uma Organização Não Governamental (ONG) e sim uma Comunidade de parentes, amigos e vizinhos, que preservam e mantêm o espaço de vivência famíliar. O próprio Vicente destaca que depois de viajar e conhecer outras realidades a necessidade surgiu para preservar a vida humana, ambiental e a arte.

A música, a poesia, o teatro, a dança e as pinturas fazem parte do que eles chamam de “Sertão Vivo” que envolve oficinas educativas com crianças, a capoeira e capacitações de saúde com as terapias naturais de homeopatia popular que é reconhecido pela Associação Brasileira de homeopatia.

“Tudo que for a cultura do bem, do respeito, do cuidado, do amor, da natureza, das artes e das tradições dos nossos ancestrais que encanta nossas crianças, jovens, adultos e idosos, nos fortalece a fazer mais”, finaliza Zé.

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